Morre aos 48 suposta filha secreta de Freddie Mercury: O Fim de um Mistério Póstumo?
Morre aos 48 suposta filha secreta de Freddie Mercury: O Fim de um Mistério Póstumo?

Morre aos 48 suposta filha secreta de Freddie Mercury: O Fim de um Mistério Póstumo?

A mulher que alegava ser a filha secreta do lendário Freddie Mercury, frontman do Queen, faleceu aos 48 anos. Conhecida inicialmente como “B” e posteriormente identificada como “Bibi”, sua morte encerra um capítulo na intrincada narrativa póstuma do ícone do rock, reacendendo o debate sobre a veracidade de suas controvertidas alegações de paternidade.

A notícia de seu falecimento, após uma longa batalha contra um tipo raro de câncer de coluna chamado chordoma, foi confirmada por seu marido, Thomas. Ele declarou ao Daily Mail que Bibi deixou dois filhos, de nove e sete anos, e que suas cinzas foram dispersas pelos ventos sobre os Alpes, afirmando que “B está agora com seu amado e amoroso pai no mundo dos pensamentos”.

A Origem da Reivindicação e o Livro “Love, Freddie”

A história de Bibi ganhou proeminência com a publicação iminente do livro de 2025, intitulado “Love, Freddie”. Nele, a autora e jornalista Lesley-Ann Jones relata que Bibi era fruto de um suposto caso que Freddie Mercury teria tido com a esposa de um amigo.

Jones, que se tornou uma amiga próxima de Bibi, alegava que Freddie Mercury a chamava carinhosamente de “trésor” (tesouro, em francês) e “little froggie”. Mais audaciosamente, a jornalista sugeriu que canções emblemáticas do Queen, como “Bijou” e “Don’t Try So Hard”, teriam sido escritas em homenagem a Bibi. Essa interpretação das letras do vasto repertório do Queen adiciona uma camada de complexidade à discografia da banda, mas também levanta questionamentos sobre a licença poética em narrativas biográficas.

Seticismo do Círculo Mais Íntimo de Freddie Mercury

As afirmações de Bibi e Jones foram recebidas com considerável ceticismo por aqueles que estiveram mais próximos de Freddie Mercury em vida, incluindo membros de sua banda e amigos mais antigos, uma vez que a vida pessoal do frontman sempre foi objeto de intensa especulação.

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Mary Austin: A Guardiã do Legado Pessoal

Mary Austin, amiga mais próxima de Freddie Mercury e a quem ele legou grande parte de sua fortuna, foi uma das primeiras a contestar veementemente a história. Em entrevista ao The Sunday Times, Austin afirmou categoricamente que em nenhum momento Freddie lhe confidenciou ter tido uma filha, nem ela nunca o viu manter o diário onde “B” alegava que ele detalhava o “relacionamento muito próximo e amoroso” até sua morte em 1991.

Austin enfatizou: “Freddie tinha uma abertura gloriosa, e não consigo imaginar que ele teria querido, ou sido capaz de, manter um evento tão alegre em segredo, seja de mim ou de outras pessoas mais próximas a ele.” Ela adicionou que a existência de uma criança teria trazido “tremenda alegria a Freddie” e sua família, algo que ela nunca testemunhou.

Brian May e a Dúvida da Banda

A reação do guitarrista do Queen, Brian May, também foi de incredulidade. Sua esposa, Anita Dobson, compartilhou a surpresa de May ao The Mirror, questionando: “Você acredita nisso?”. Dobson sugeriu a possibilidade de ser “fake news”, pontuando que, dada a iconicidade e o “tipo de animal que ele era”, seria inconcebível um segredo de tal magnitude.

A Resposta de Bibi à Controvérsia

Bibi, por sua vez, expressou ao Daily Mail sua “devastação” com a resposta de Mary Austin. Ela argumentou que, por 34 anos, “a verdade da vida de Freddie foi distorcida, torcida e reescrita”, e que Austin “não disse nada” sobre essas distorções, com exceção de um comentário sobre o filme “Bohemian Rhapsody”, que chamou de “licença artística”. Bibi expressava não compreender a postura de Austin, que criticava o livro sem tê-lo lido.

A morte de Bibi, portanto, não encerra o mistério, mas adiciona mais uma camada à complexa teia de informações e especulações que cercam a figura de Freddie Mercury, um dos maiores astros do Rock e Pop. O legado do Queen e a vida de seu frontman continuarão a ser dissecados, com a verdade final sobre “Bibi” provavelmente permanecendo um enigma no panteão da história da música.

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