A longevidade do rock é um debate tão antigo quanto o próprio gênero. Recentemente, a discussão ganhou força após o apresentador Howard Stern expressar seu lamento, sugerindo que “o rock está morto”, um assunto que reflete debates atuais sobre a evolução musical, como o gênero musical evoluiu e hoje hita no TikTok.
A declaração polêmica foi feita durante uma entrevista com um dos nomes mais comentados da música contemporânea: Yungblud. O jovem músico, conhecido por sua energia e presença de palco, não hesitou em refutar Stern, defendendo que o rock não só está vivo, como também está passando por um novo e vibrante renascimento.
Yungblud tem sido uma figura central nesse debate, impulsionado por sua performance icônica de “Changes” no concerto de despedida “Back to the Beginning” de Black Sabbath e Ozzy Osbourne em julho. Além disso, suas múltiplas colaborações com o Aerosmith solidificaram sua posição como uma ponte entre a velha guarda e a nova geração do rock.
O Rock é Sagrado e Resiste à Pressão
Durante a conversa em 15 de dezembro, Howard Stern mencionou sua tristeza pela percepção de que o gênero estaria em declínio. Yungblud, porém, apresentou um argumento focado na resiliência cultural e histórica do gênero.
“A música rock é tão brilhante que recebe suas flores em retrospecto, porque é um gênero muito sagrado”, respondeu o músico. Ele enfatizou que a noção de que o rock estaria em um “fim” é superficial e ignora o que está acontecendo nas margens da indústria.
O músico fez questão de desmistificar a ideia de que um único “salvador” seria necessário para reviver o rock. Para ele, essa pressão é “besteira”. O renascimento é um movimento coletivo, alimentado por várias cenas e subgêneros que operam simultaneamente.
A beleza da cena atual, segundo ele, reside na diversidade e na explosão de criatividade que não está centralizada apenas no mainstream, mas sim em bandas que estão inovando em nichos específicos. E foi nesse ponto que ele decidiu nomear seis forças que provam que o gênero está longe de um ponto de estagnação.
As 6 Faces do Renascimento do Rock Segundo Yungblud
Ao contrário do que muitos críticos sugerem, o rock não precisa de uma única banda dominando as paradas para ser considerado “vivo”. Yungblud provou que a vitalidade está na cena independente e na variedade de sonoridades.
No Hardcore: Knocked Loose e Turnstile
A energia brutal e a intensidade visceral do hardcore continuam a influenciar a música pesada. Yungblud destacou o Knocked Loose, conhecidos por seus breakdowns agressivos e vocais lúgubres, e o Turnstile, que mistura a agressividade do hardcore com sensibilidades melódicas do rock alternativo, atraindo uma audiência mais ampla e diversa.
No Punk: Amyl and the Sniffers e Lambrini Girls
O espírito de rebeldia e a estética DIY (Faça Você Mesmo) do punk rock são representados por essas duas forças. O Amyl and the Sniffers, da Austrália, traz um punk garageiro e sem frescura, enquanto o Lambrini Girls é um nome emergente na cena, conhecido por suas letras politizadas e performances caóticas.
No Indie: Fontaines D.C., Geese e Wunderhorse
A área do indie rock é onde a experimentação lírica e sonora tem florescido. O Fontaines D.C., banda irlandesa, foi mencionado por seu post-punk sombrio e poético, que resgata a atmosfera de bandas como Joy Division e The Smiths.
Completam a lista, Geese e Wunderhorse. Essas bandas demonstram que o indie rock está adotando uma abordagem mais ampla, combinando guitarras complexas com estruturas de músicas que desafiam o formato pop tradicional. São artistas que provam que o rock, em suas variadas formas, está longe de um “ponto morto”.
A Criatividade Arriscada de “Idols”
Além de defender o gênero, Yungblud também falou sobre seu próprio trabalho. Ele explicou que seu álbum mais recente, Idols, lançado em junho, foi um grande risco criativo. O risco não estava apenas no conteúdo temático, mas na própria estrutura das músicas, que em alguns casos são mais longas e dramaticamente teatrais.
Essa ousadia só foi possível devido à forte conexão que ele construiu com seu público. “Estávamos em um lugar onde tínhamos uma comunidade, tínhamos uma cultura, tínhamos uma base de fãs que nos acompanharia”, adicionou o artista. A construção de uma base sólida é fundamental para jovens artistas que buscam construir uma carreira sólida.
A recepção positiva ao álbum, apesar de seu caráter experimental, reforça a ideia de que o público do rock ainda valoriza a autenticidade e a disposição de quebrar moldes. “Foi insano fazer, mas ver a quantidade de pessoas que o apoiaram e amaram tem sido incrível”, concluiu Yungblud.
A defesa do músico não é apenas uma opinião, mas um reflexo do momento em que a música pesada e alternativa se diversifica e se fortalece. A crença no gênero é tanta que Yungblud já tem uma grande turnê planejada para 2026, em suporte ao álbum Idols, mostrando que, para a nova geração, o rock está mais vivo do que nunca. Se você se inspira nesse movimento, vale a pena entender como fazer sucesso na música brasileira.







