Gene Simmons Revela Arrependimentos com Ace Frehley e Peter Criss
Gene Simmons Revela Arrependimentos com Ace Frehley e Peter Criss

Gene Simmons Revela Arrependimentos com Ace Frehley e Peter Criss

No cenário vibrante da KISS Kruise, em Las Vegas, o lendário co-fundador e vocalista do Kiss, Gene Simmons, surpreendeu a todos com uma confissão rara e emocionante. Em 16 de novembro, o “Demon” fez uma reflexão profunda sobre o passado da banda, revelando arrependimentos pessoais que o assombram até hoje. Suas palavras tocaram em temas de amizade, responsabilidade e as complexidades de manter uma das maiores bandas de rock da história unida.

Gene Simmons, de 76 anos, expressou claramente seu remorso. “Se tenho algum arrependimento, juro por Deus, é que às vezes — e acho que todos passamos por isso — eu gostaria que fôssemos mais inteligentes e melhores em tentar ajudar Ace [Frehley] e Peter [Criss] a terem vidas melhores”, declarou. Esta declaração oferece uma visão íntima da psique de um dos ícones do rock, que raramente mostra sua vulnerabilidade publicamente. Ele admitiu que todos na banda eram “culpados” por ignorar problemas para evitar confrontos.

A motivação para essa omissão era, segundo ele, bastante humana e, por vezes, egoísta. “Vamos apenas continuar a turnê porque você quer passar por ela por razões egoístas, porque está funcionando, e as garotas, e o dinheiro, e você não quer estragar nada”, explicou Gene Simmons. Contudo, essa postura tinha um custo alto: “Enquanto isso, alguém que pode ser seu irmão está arruinando sua vida com más decisões.” Ele lamentou não ter praticado mais o que chamou de “amor duro” ou “tough love” com as pessoas que amava no passado.

Gene Simmons acredita firmemente que o “tough love” é uma ferramenta valiosa. “Tough love é uma boa ideia na minha opinião, com seus filhos, com as pessoas que você ama, com as pessoas com quem você se importa, com as pessoas com quem você trabalha”, argumentou. Ele reconhece que essa abordagem nem sempre é popular e pode gerar discussões, mas o objetivo final é nobre. “No longo prazo, você estará ajudando essa pessoa a, com sorte, mudar sua vida.” Para ilustrar seu ponto, Gene Simmons compartilhou uma anedota pessoal sobre como ajudou sua mãe a parar de fumar. Ele “colocava cargas explosivas no cigarro dela”, o que resultou em uma palmada, mas o mais importante: “minha mãe parou de fumar.” Essa história peculiar ressalta a intensidade de sua convicção sobre o tema.

A Complexa Trajetória de Ace Frehley e Peter Criss

As reflexões de Gene Simmons ganham ainda mais peso quando relembramos as trajetórias turbulentas de Ace Frehley e Peter Criss dentro e fora do Kiss. Ace Frehley, o icônico “Space Ace”, foi o guitarrista principal original da banda, presente desde sua fundação em 1973. Sua primeira passagem durou até 1982, marcando alguns dos períodos mais clássicos do grupo. Ele retornou para a aclamada reunião de 1996, que trouxe de volta a formação original e a maquiagem, reacendendo a chama do Kiss para uma nova geração de fãs, até sua saída final em 2002. A presença de Frehley era sinônimo de um estilo único e inconfundível.

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Peter Criss, o “Catman” original, também teve uma jornada de idas e vindas com o Kiss. Como o baterista original, ele foi fundamental para o som e a imagem da banda de 1973 a 1980. Criss também fez parte da reunião histórica de 1995, permanecendo até 2000. Teve um breve retorno em 2003 antes de sua saída definitiva em 2004. As saídas de ambos os membros foram frequentemente atribuídas a problemas pessoais e divergências internas, ecoando as palavras de arrependimento de Gene Simmons sobre não ter conseguido intervir de forma mais eficaz. As contribuições de Frehley e Criss são inesquecíveis e parte integrante da lenda do Kiss.

A Inabalável Jornada do Kiss

Apesar dos desafios com a formação e as questões internas, o co-fundador Paul Stanley, o “Starchild”, revelou outra faceta da banda durante a mesma KISS Kruise. Ele afirmou categoricamente que o Kiss jamais considerou o fim. “Nós decidimos por quanto tempo isso vai continuar”, disse Stanley. Essa declaração mostra a resiliência e a determinação que mantiveram o Kiss na estrada por décadas, superando obstáculos que teriam desfeito muitas outras bandas. A força da marca Kiss e o vínculo com seus fãs sempre foram prioritários.

As reflexões de Gene Simmons oferecem uma rara janela para a complexidade das relações em uma banda de rock lendária. Seus arrependimentos são um lembrete de que, por trás da maquiagem e do palco grandioso, existem seres humanos lidando com desafios pessoais. A história do Kiss é uma tapeçaria de glória, conflito e, acima de tudo, uma paixão inabalável pela música e pelos fãs. A confissão de Simmons, embora tardia para Ace e Peter, é um testemunho da humanidade que permeia até mesmo os maiores ícones do rock.

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