Led Zeppelin
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Os Segredos Inacreditáveis do Led Zeppelin que Poucos Conhecem

O Led Zeppelin é, sem dúvida, uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, responsável por algumas das músicas mais icônicas da história. No entanto, por trás dos riffs poderosos e dos vocais estrondosos, existem inúmeros segredos e curiosidades que ainda hoje permanecem sob o radar de muitos fãs, mesmo os mais dedicados. Prepare-se para desvendar detalhes fascinantes sobre a formação da banda, suas batalhas contra críticos e até mesmo histórias bizarras envolvendo nomes e casas mal-assombradas. A jornada pelo universo do Led Zeppelin está prestes a ficar muito mais interessante.

A Formação Quase Diferente da Lenda do Led Zeppelin

É quase impossível conceber a formação icônica do Led Zeppelin sem a voz inconfundível de Robert Plant, mas a história da banda quase seguiu um caminho drasticamente diferente. Jimmy Page tinha outros vocalistas em mente para a banda, que na época ainda era conhecida como The New Yardbirds. Um dos primeiros convites foi feito a Terry “Super Lungs” Reed, um prodígio do rock com uma voz doce. Contudo, Reed já havia assinado com o renomado produtor Mickey Most e, relutantemente, teve que recusar a oferta de Page. No entanto, foi o próprio Reed quem sugeriu Robert Plant, descrevendo-o como um “deus grego”. Page gostou do que viu, e Plant trouxe consigo seu amigo John Bonham para a bateria, selando o destino de uma das maiores bandas da história.

Reed não foi o único a ser cotado para o posto. Page também considerou Steve Marriott, vocalista da banda britânica The Small Faces. A tentativa, porém, foi frustrada de forma bastante intimidadora. O empresário de Marriott era Don Arden, pai de Sharon Osbourne e uma figura temida que se autodenominava o “Al Capone do pop”. Page recebeu uma mensagem clara e ameaçadora de Arden: “Como você gostaria de tocar guitarra com os dedos quebrados?”. Essa rejeição violenta e inquestionável fez com que a ideia fosse abandonada, e todos voltaram para suas respectivas bandas, felizmente com os dedos intactos.

Nomes Estranhos e Batalhas nos Bastidores

Antes de se tornarem o lendário Led Zeppelin, a banda excursionou pela Europa sob o nome de The New Yardbirds. Esse nome provisório foi uma manobra inteligente de Jimmy Page após a dissolução dos Yardbirds. A ideia original para o nome “Led Zeppelin” surgiu de uma piada. Em uma sessão de gravação com Keith Moon (The Who) e John Paul Jones, Moon brincou que a “super banda” que Page idealizava “afundaria como um dirigível de chumbo” (“lead balloon”). Anos depois, Paige resgatou a piada, mas mudou a grafia de “Lead” para “Led” para evitar que as pessoas pronunciassem errado, e assim nascia uma lenda.

A escolha do nome não veio sem controvérsias. Em uma ocasião, a banda teve que se apresentar em Copenhague, na Dinamarca, como “The Knobs”. O motivo? Eva von Zeppelin, neta de Ferdinand von Zeppelin (fundador da Zeppelin Airship Company), ameaçou entrar com uma ação legal caso eles usassem o nome Led Zeppelin em solo dinamarquês. Page considerou a situação absurda e, em resposta, o grupo optou pelo nome temporário. Eles até tentaram acalmar a nobre furiosa pessoalmente. Page recordou que a convidaram para os bastidores, mas ela “explodiu” ao ver a capa do álbum com o dirigível em chamas, forçando-o a se esconder.

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Da Crítica à Controvérsia: O Led Zeppelin e o Mundo Exterior

Nem sempre o Led Zeppelin foi a banda venerada que é hoje. No início de sua carreira, alguns críticos influentes os viam como nada além de barulhentos, pouco originais e excessivamente bombásticos. A revista Rolling Stone, em particular, os desprezava. Chamou seu álbum de estreia de “fraco e sem imaginação”, descreveu os vocais de Robert Plant como “presunçosos” e concluiu que o Zeppelin não era nem de perto tão bom quanto o Cream, que havia acabado de se separar. A crítica chegou a um ponto tão extremo que a banda intencionalmente lançou seu quarto álbum, conhecido como “Led Zeppelin IV” ou “Zoso”, sem título, sem informações da banda, sem fotos do grupo e sem entrevistas para promovê-lo. Uma estratégia ousada que, ironicamente, ajudou a solidificar sua lenda ao criar um dos maiores álbuns de todos os tempos.

O Led Zeppelin também era conhecido por uma política peculiar em relação aos singles. Sua gravadora, Atlantic Records, queria lançar “Whole Lotta Love” como single nos Estados Unidos. No entanto, a banda odiava que as músicas fossem editadas para rádio. Quando a Atlantic removeu a ponte da música, que continha sons estranhos e gemidos de êxtase, para encaixá-la no formato de rádio de três minutos, o Zeppelin ficou furioso. Em resposta, a banda se recusou a lançar uma versão single da música no Reino Unido, uma prática que mantiveram por toda a carreira. Por isso, na Inglaterra, tecnicamente, o Led Zeppelin era uma “banda de um hit só” até 1997, quando uma versão remasterizada de “Whole Lotta Love” finalmente apareceu nas paradas britânicas. Apesar de seu sucesso estrondoso, a banda nunca teve uma música número um nas paradas da Billboard, com “Whole Lotta Love” alcançando apenas a quarta posição.

O Fim de Uma Era e os Caminhos Individuais

O Led Zeppelin, em sua formação original, chegou ao fim abruptamente em 25 de setembro de 1980, com a trágica morte de John Bonham após um consumo excessivo de álcool. Bonham faleceu aos 32 anos, e a banda emitiu uma declaração formal meses depois: “Desejamos que se saiba que a perda de nosso querido amigo e o profundo senso de harmonia indivisível sentida por nós e nosso empresário nos levaram a decidir que não poderíamos continuar como éramos.” A decisão de não continuar a banda sem Bonham foi um atestado da profundidade de sua conexão e do impacto insubstituível do baterista.

Mais de uma década após a lendária reunião na O2 Arena em 2007, a possibilidade de um retorno completo do Led Zeppelin parece cada vez mais distante. Robert Plant é frequentemente o membro mais relutante, acusando-o de ser “preso ao passado”. Plant, com uma carreira solo aclamada e colaborações de sucesso (como com Alison Krauss), argumenta que não está “entediado” – um sentimento que ele acredita levar outras bandas a se reunirem. Jimmy Page e John Paul Jones, ambos na casa dos 70, continuam ativos em suas próprias frentes. Page tem falado sobre um novo álbum solo, enquanto Jones se dedica à música clássica, colaborações com artistas como Dave Grohl no Them Crooked Vultures e até uma ópera. Jason Bonham, filho de John, mantém o legado vivo com sua banda tributo, a Jason Bonham’s Led Zeppelin Experience, e outras supergrupos, como Black Country Communion. Ele até participa de acampamentos de rock, onde fãs podem tocar com ele por uma taxa considerável. A ausência de John Bonham, como Jason já disse, ainda assombra Plant, que luta para “tentar criar alguma magia novamente quando ele não está lá”. Para Plant, sem essa magia e sem Bonham, simplesmente não há Led Zeppelin.

Desvendando Mitos e Verdades Surpreendentes do Led Zeppelin

A banda Led Zeppelin é cercada por uma aura de mistério, e muitas histórias sobre eles se tornaram lendas urbanas. Por exemplo, Jimmy Page não só demonstrava um talento divino na guitarra, mas também era um jovem ambicioso. Em 1958, aos 14 anos, ele apareceu na BBC TV e, quando perguntado sobre suas aspirações futuras, surpreendeu ao dizer que queria fazer “pesquisa biológica”. Cinco anos depois, já com 19, ele expressou o desejo de se tornar um artista talentoso, o que, de certa forma, se concretizou. Sua fascinação pelo ocultismo o levou a comprar a Boleskine House, a antiga residência do ocultista Aleister Crowley, que muitos consideram “a casa mais maligna da Grã-Bretanha”. Embora Page nunca tenha morado lá permanentemente, sua associação com o local alimentou rumores de satanismo, que a banda nunca se deu ao trabalho de negar, talvez porque isso só aumentava seu apelo.

Outro mito persistente diz respeito à gravação de “When the Levee Breaks”. A lenda urbana afirma que o som colossal da bateria de John Bonham foi capturado colocando o kit em uma escadaria de uma casa de campo, com um eco natural extraordinário. Embora Jimmy Page tenha perpetuado a história em várias entrevistas, o engenheiro de gravação Andy Johns revelou que eles usaram um dispositivo chamado Benson Echo. A lenda é boa, mas a verdade é mais prosaica. Falando em gravações, o álbum de estreia da banda, *Led Zeppelin*, foi autofinanciado por Jimmy Page, o que deu à banda total controle criativo – um privilégio raro na época. Ele chegou à Atlantic Records com as fitas master prontas, sem dar à gravadora qualquer poder sobre o processo artístico.

Ainda no campo dos mitos, a faixa “Stairway to Heaven”, amplamente considerada a obra-prima do Led Zeppelin e uma das músicas mais famosas da história do rock, paradoxalmente, é odiada por Robert Plant. Ele a descreveu como uma “cançãozinha agradável, bem-intencionada e ingênua”, e afirma que mal a tocou desde a separação da banda em 1980, dizendo que “teria urticária se tivesse que cantar ‘Stairway to Heaven’ em todo show”. Por outro lado, Jimmy Page a considerava o auge da produção artística da banda. Outra composição, “Going to California”, uma balada aparentemente simples, foi escrita por Plant para expressar sua admiração pela cantora e compositora Joni Mitchell, por quem ele tinha uma grande paixão. A canção também refletiu as preocupações com terremotos, comuns na Califórnia.

Um dos casos mais polêmicos envolvendo o Led Zeppelin é a acusação de plágio da introdução de “Stairway to Heaven” da música “Taurus”, da banda Spirit. As semelhanças são notáveis, e a banda foi alvo de um processo judicial. Embora o Led Zeppelin tenha um histórico de “adaptar” antigas canções de blues sem creditar os artistas originais, especialistas musicais argumentaram que ambas as músicas usam estruturas e progressões de acordes centenárias, comuns na música.

Por fim, o nome de Robert Plant foi misteriosamente omitido dos créditos de composição do primeiro álbum do Zeppelin. A verdade é que ele deveria ter sido creditado, mas estava sob contrato com a CBS Records na época, o que o impedia legalmente de ser associado a um contrato da Atlantic Records, resultando em uma omissão puramente técnica.

O Led Zeppelin continua a ser uma força inegável na música, com um legado que transcende gerações. Esses segredos e histórias apenas adicionam mais profundidade à lenda, mostrando que, mesmo após décadas, ainda há muito a descobrir sobre a banda que redefiniu o rock.

Tags:

Led Zeppelin, Jimmy Page, Robert Plant, John Bonham, John Paul Jones, Rock Clássico, Curiosidades Musicais, História do Rock, Mitos do Rock, Bandas Lendárias

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