Trump Brilha como Anfitrião dos Kennedy Center Honors: Noite de Estrelas e Polêmicas
Trump Brilha como Anfitrião dos Kennedy Center Honors: Noite de Estrelas e Polêmicas

Trump Brilha como Anfitrião dos Kennedy Center Honors: Noite de Estrelas e Polêmicas

Em uma noite de gala no Kennedy Center, Washington D.C., o tapete vermelho foi palco para um desfile de ícones da música, cinema e televisão. Os três membros vivos da lendária banda de rock KISS, sem suas maquiagens características e trajando smokings elegantes, foram recebidos com o frenesi digno de superestrelas que são. Nomes como Gloria Gaynor, Sylvester Stallone, George Strait e Michael Crawford também marcaram presença, mas o centro das atenções se voltaria para uma figura ainda mais controversa: o então Presidente Donald Trump.

Este evento não era apenas mais uma celebração anual; ele carregava o peso de uma novidade. O Presidente Trump fazia sua estreia como anfitrião dos catorze Kennedy Center Honors, a primeira vez que um presidente em exercício desempenhava tal papel. Desde que se autoinstalou como presidente do conselho do centro, Trump afirmou ter se envolvido de perto na escolha dos homenageados. Em agosto, ele já havia quebrado a tradição ao anunciar os nomes antecipadamente, adicionando um toque de sua marca pessoal ao prestigiado evento.

Uma Noite de Gala e Inovações no Kennedy Center

Do palco, o Presidente Trump dirigiu-se à multidão com seu estilo inconfundível. “Esta é a maior noite no Kennedy Center”, declarou ele, antes de brincar sobre renomear o edifício para o “Trump-Kennedy Center”. Apesar das tensões políticas que frequentemente o cercavam, a noite pareceu, em grande parte, se manter focada nas artes. Os apresentadores, de modo geral, evitaram o campo minado da política, optando por compartilhar histórias pessoais e tributos sinceros relacionados aos homenageados, criando uma atmosfera de genuína celebração.

O envolvimento de Trump na curadoria e apresentação do evento foi uma mudança significativa. Tradicionalmente, os presidentes têm mantido uma distância mais cerimonial dos Honors, deixando a seleção e a condução para o conselho. A decisão de Trump de se posicionar tão centralmente gerou conversas, com apoiadores elogiando seu entusiasmo pela cultura e críticos apontando para uma possível apropriação do evento. No entanto, sua presença garantiu que o Kennedy Center Honors recebesse uma dose extra de atenção midiática e pública.

Estrelas Homenageiam Lendas da Arte

A primeira estrela a ser homenageada foi o ator e produtor Sylvester Stallone, um verdadeiro ícone de Hollywood. O compositor Bill Conti subiu ao palco para performar seleções de sua inesquecível trilha sonora do filme Rocky, evocando aplausos e nostalgia. O ator Kurt Russell, que trabalhou com Stallone em Tango e Cash, relembrou a experiência, descrevendo o colega de forma bem-humorada: “Quando Sly te dá um tapinha de amor, é como uma marretada atingindo seu ombro”. Uma homenagem à sua força e presença marcante, tanto nas telas quanto na vida real.

Trump Brilha como Anfitrião dos Kennedy Center Honors: Noite de Estrelas e Polêmicas

Na sequência, o ator Kelsey Grammer assumiu a liderança para honrar o astro de O Fantasma da Ópera, Michael Crawford. Antes do show, Grammer expressou seu respeito pelos Kennedy Center Honors, evento do qual participou por décadas. Ele também elogiou o interesse de Trump em investir no centro, observando no tapete vermelho: “Diz-se que estava caindo aos pedaços”. Sua declaração sublinhou a narrativa de revitalização que o presidente buscava associar à sua gestão do Kennedy Center.

A música country também teve seu momento de glória com o cantor vencedor do Grammy Vince Gill, que homenageou o superastro George Strait, carinhosamente apelidado de “O Rei da Música Country”. Strait, um dos músicos de country mais vendidos de todos os tempos, viu Gill performar sua canção “Troubadour”. O tributo contou ainda com a participação do duo country Brooks and Dunn e da aclamada Miranda Lambert, reforçando o legado de Strait para o gênero.

A noite continuou vibrante com Elle King prestando homenagem à diva da disco Gloria Gaynor, a quem chamou de “Rainha das discotecas”, antes de levantar a plateia com a icônica “I Will Survive”. A criadora de conteúdo Montana Tucker introduziu os atos gospel que se apresentaram em honra de Gaynor, adicionando uma dimensão espiritual e poderosa à celebração da carreira da cantora, símbolo de resiliência e alegria.

A banda KISS, embora não fosse o foco principal de Trump, também foi calorosamente celebrada. O guitarrista Ace Frehley havia falecido em outubro daquele ano, e o vocalista Paul Stanley comentou no tapete vermelho: “Podemos lamentá-lo e celebrar o que realizamos”. Fãs têm rockado com a banda por mais de cinco décadas, e sua influência é inegável. Garth Brooks prestou seu tributo, chamando a banda de atemporal e destacando que sua maquiagem “os tornou a banda mais reconhecível”. A banda de rock Cheap Trick encerrou as performances com uma versão energética de “Rock and Roll All Nite”, um final perfeito para o segmento.

Entre Bastidores: Polêmica e o Futuro

Contrariando a expectativa de que os artistas teriam o último palco, foi o Presidente Trump quem encerrou os procedimentos, aconselhando a todos para irem para casa em segurança. Antes do show, quando questionado sobre quem poderia ser homenageado no ano seguinte, ele respondeu enigmaticamente: “Não posso dizer isso ainda. Muita gente quer estar na minha lista”, sugerindo seu contínuo envolvimento e influência nos futuros Honors.

Durante toda a noite, Trump vangloriou-se de ter revigorado o Kennedy Center. Contudo, essa narrativa otimista não estava isenta de controvérsias. Em novembro, senadores democratas lançaram uma investigação sobre a gestão de Trump no Centro, alegando “nepotismo e corrupção”. Em resposta, o embaixador do Kennedy Center, Richard Grenell, classificou as acusações como falsas, estabelecendo um embate político por trás do glamour. A transmissão completa dos Kennedy Center Honors foi ao ar pela CBS em 23 de dezembro, permitindo que o público em casa testemunhasse tanto o brilho quanto as tensões que permearam o evento.

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