A aguardada cinebiografia dos The Beatles, dirigida pelo visionário Sam Mendes, acaba de receber um selo de aprovação de peso: ninguém menos que Ringo Starr, o lendário baterista da banda, descreveu a produção como “incrível”. A revelação veio por meio de seu filho, o também renomado percussionista Zak Starkey, em uma notícia que reverbera fortemente na indústria musical e cinematográfica global.
Em declarações ao The Post, conforme reportado pela Far Out Magazine, Starkey compartilhou o entusiasmo do pai: “Meu pai disse que ele foi ao set e que foi incrível.” Ele complementou, afirmando que a experiência “realmente o surpreendeu” e que ele ficou “bastante impressionado com o que viu.” A percepção de Ringo Starr, um dos pilares originais do quarteto de Liverpool, é crucial para a veracidade e recepção do projeto.
A Ambição por Trás da Saga Beatles de Sam Mendes
Anunciado em março do ano passado, o projeto de Sam Mendes se destaca pela sua audácia: quatro filmes distintos, cada um focado na perspectiva de um dos integrantes — John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. O elenco já conta com nomes promissores: Paul Mescal como McCartney, Harris Dickinson como Lennon, Joseph Quinn como Harrison e Barry Keoghan no papel de Starr.
Mendes, conhecido por obras como Skyfall, destacou a necessidade de “contar a história épica para uma nova geração,” garantindo que “ainda há muito a explorar.” Ele ainda cunhou o lançamento, previsto para 7 de abril de 2028, como a “primeira experiência teatral binge-able,” uma estratégia inédita para um lançamento cinematográfico de tal envergadura.
Ringo Starr: O Guardião da Narrativa
A participação de Ringo Starr não se limita a uma visita ao set. O músico esteve ativamente envolvido na fase de roteiro, oferecendo “extensas notas” sobre o primeiro rascunho. O baterista, aos 85 anos, revelou ter corrigido aspectos que não correspondiam à sua vivência, especialmente em relação à sua esposa, Maureen. “Ele tinha um escritor – muito bom escritor, ótima reputação, e ele escreveu muito bem, mas não tinha nada a ver com Maureen e eu,” disse Starr. “Não éramos assim. Eu diria, ‘Nós nunca faríamos isso’.” Essa intervenção demonstra o compromisso de Starr com a autenticidade da representação de sua história e do legado dos Beatles.
Para o ator Barry Keoghan, interpretar Ringo Starr é um desafio monumental. Keoghan já expressou publicamente a pressão de honrar um “ícone” e compartilhou a experiência emocionante de seu primeiro encontro com o baterista, onde Ringo chegou a tocar bateria para ele. “Quando eu estava conversando com ele, eu não conseguia olhar para ele,” recordou Keoghan, evidenciando o nervosismo diante de uma figura tão central na história da música.
A perenidade e o impacto cultural dos The Beatles continuam sendo temas de vasta análise e debate. A banda, que transcendeu rótulos e influenciou gerações, segue gerando discussões acaloradas sobre sua categorização e seu lugar na história da música. Inclusive, figuras como Bob Dylan já ofereceram visões particulares sobre o que os Beatles representavam, como abordado pela Rolling Stone Brasil ao discutir por que os Beatles não eram uma banda de rock, segundo Dylan. Essa constante reavaliação reforça a complexidade do legado do quarteto, que agora ganha uma nova dimensão através do olhar cinematográfico de Mendes e da chancela de um de seus mais emblemáticos membros.






