Elvis Presley, o “Rei do Rock ‘n’ Roll”, não foi apenas um fenômeno musical. Sua influência cultural no século XX é inegável, com mais de um bilhão de discos vendidos e um legado que perdura. No entanto, por trás da imagem pública de superstar, existia um homem com uma profunda necessidade de conexão e generosidade. Elvis Presley, o “Rei do Rock ‘n’ Roll”, não foi apenas um fenômeno musical.
Essa faceta mais íntima da vida de Presley é capturada em obras como o livro Blue Suede Shoes: The Culture of Elvis, de Thom Gilbert. A obra revela um lado menos midiático do Rei, destacando a maneira como ele expressava afeto: através de presentes extravagantes e atenciosos para aqueles mais próximos.
A Extravagância Silenciosa do Rei
A generosidade de Elvis não era um ato isolado, mas sim um modo de vida. Ele tinha o hábito de viajar com seu joalheiro pessoal, Lowell Hays, selecionando peças únicas que seriam distribuídas como prova de carinho ou gratidão.
Esses presentes não eram apenas para a família; o círculo íntimo de Elvis, conhecido como a “Máfia de Memphis”, e até mesmo fãs sortudos durante seus shows, recebiam mimos.
Dar presentes era uma forma de solidificar laços e demonstrar sua lealdade. O Rei sentia uma satisfação imensa em proporcionar alegria e conforto material àqueles que o apoiavam em sua jornada vertiginosa.
Muitas vezes, os presentes eram tão singulares quanto o próprio Elvis, misturando luxo com um toque pessoal e, às vezes, até peculiar.
O Círculo Íntimo e a Cultura dos Presentes Inusitados
A maior parte dos presentes de Elvis caía na categoria de “joias personalizadas”. Ele via as joias como um símbolo de pertencimento. Seus anéis, colares e relógios eram sempre grandiosos, cheios de pedras preciosas, e frequentemente vinham com gravações internas ou símbolos que representavam a amizade ou a Máfia de Memphis.
Mas o Rei não se limitava apenas a adornos de ouro e diamantes. Sua lista de presentes inesquecíveis incluía itens de luxo, veículos e até mesmo objetos surpreendentes, refletindo seu gosto extravagante e, por vezes, excêntrico.
Aqui estão 8 exemplos de presentes pensativos, estranhos e maravilhosos que Elvis Presley costumava dar ao seu círculo íntimo:
1. Anéis de Diamante Personalizados
Estes eram, talvez, sua marca registrada. Elvis frequentemente presenteava membros de sua comitiva com anéis de diamante sob medida, maciços e chamativos. Muitos deles eram tão grandes que precisavam ser equilibrados com peso extra para se ajustarem confortavelmente aos dedos. A qualidade e o tamanho dessas joias eram um reflexo direto do status de superstar que ele representava.
2. Cintos de Campeão com Pedras Preciosas
Inspirado pelo universo do wrestling e pela extravagância do show business, Elvis mandava confeccionar cintos que se assemelhavam aos cintos de campeões, mas adornados com diamantes e outras pedras preciosas. Esses cintos eram distribuídos para aqueles que ele considerava “vencedores” ou “aliados de confiança”, simbolizando uma honra e lealdade inabalável.
3. Carros Cadillac Cor-de-Rosa (e Outros Modelos de Luxo)
Elvis tinha uma paixão lendária por carros, e ele compartilhava esse amor com todos. Ele era famoso por entrar em uma concessionária e sair com 10 ou 15 carros de uma só vez, distribuindo-os para amigos, familiares e até estranhos. O famoso Cadillac Fleetwood 60 cor-de-rosa é um exemplo notório de sua propensão a presentear veículos luxuosos.
4. Conjuntos de Relógios Rolex Gravados
Embora houvesse muitas marcas, os relógios de pulso, frequentemente da Rolex ou Omega, eram personalizados. Elvis garantia que cada relógio tivesse uma gravação especial, como a data da entrega ou uma mensagem interna que só o destinatário conheceria. Isso adicionava um valor sentimental imensurável à peça.
5. Pistolas e Revólveres Decorados
Em um de seus hábitos mais peculiares, Elvis era conhecido por presentear amigos e colegas com armas de fogo. Estes não eram revólveres comuns; eram frequentemente modelos de luxo, ricamente decorados e incrustados, por vezes com cabo de madrepérola ou ouro. Para Elvis, era um presente prático (segundo seus padrões) e um símbolo de poder.
6. Jumpsuits de Palco Exclusivos
Embora não fossem presentes de joalheria, Elvis, ocasionalmente, presenteava membros do seu círculo íntimo com réplicas de seus famosos macacões de palco (jumpsuits), ou mesmo figurinos originais. Para um fã ou um amigo próximo, possuir uma dessas peças era ter um pedaço da mitologia do Rei.
7. Cheques para Cobrir Dívidas ou Despesas
Talvez os presentes mais “normais” em sua estranha coleção fossem os mais vitais. Elvis era rápido em perceber dificuldades financeiras e, com um golpe de caneta, entregava cheques substanciais para cobrir hipotecas, contas médicas ou dívidas de amigos e familiares, garantindo que tivessem paz de espírito. Elvis era rápido em perceber dificuldades financeiras e, com um golpe de caneta, entregava cheques substanciais para cobrir hipotecas, contas médicas ou dívidas de amigos e familiares, garantindo que tivessem paz de espírito.
8. Placas de Identificação em Ouro (Dog Tags)
Simulando o estilo militar que ele tanto admirava, Elvis mandava fazer dog tags (placas de identificação militar) em ouro maciço para os membros da Máfia de Memphis. Estas não eram apenas joias; eram emblemas de fraternidade, carregando frequentemente o símbolo TCB (Taking Care of Business), o lema do grupo, e representando lealdade absoluta. Estas não eram apenas joias; eram emblemas de fraternidade, carregando frequentemente o símbolo TCB (Taking Care of Business), o lema do grupo, e representando lealdade absoluta.
A cultura de presentear era central na vida de Elvis Presley. Era através desses atos de generosidade, muitas vezes exagerados e espetaculares, que ele tentava preencher o vazio deixado pela fama e pela solidão.
Seja um Cadillac luxuoso ou um anel de diamante inusitado, cada presente contava uma história sobre o lado humano de Elvis – um homem que, apesar de ser o Rei do Rock, valorizava acima de tudo a família, a amizade e a alegria de dar. Sua lenda é construída não apenas sobre suas músicas, mas também sobre sua extraordinária e, por vezes, bizarra, bondade.







