A notícia de que o Linkin Park se reformaria com uma nova vocalista após a trágica perda de Chester Bennington foi recebida com uma avalanche de emoções mistas por fãs ao redor do mundo. A banda, que marcou uma geração com sua sonoridade única e letras impactantes, enfrentava um desafio imenso: continuar sem seu icônico frontman. No entanto, a turnê de retorno, batizada de “From Zero World Tour”, não só está em pleno andamento, como também tem atraído centenas de milhares de fãs, tanto antigos quanto novos, provando que a chama do Linkin Park está mais acesa do que nunca.
Iniciada no final de 2024, a ambiciosa “From Zero World Tour” está programada para se estender até junho de 2026, com uma agenda que levou a banda por diversos continentes. Da Ásia à Europa, passando pela América do Norte e América do Sul, os shows têm sido um sucesso retumbante, transcorrendo, aparentemente, sem nenhum contratempo. Uma verdadeira odisseia musical que reafirma o lugar do Linkin Park no panteão do rock.
A Nova Era do Linkin Park: Superando Expectativas
Antes mesmo de os primeiros acordes ressoarem nos palcos, a incerteza pairava sobre os membros da banda. O baixista Dave ‘Phoenix’ Farrell confessou em entrevista que, antes do início da turnê, eles “não sabiam o que esperar”. Embora tivessem passado um tempo considerável ensaiando juntos e com a nova formação, Farrell pontuou que “a turnê é um animal diferente”. Essa declaração revela a humildade e a responsabilidade com que a banda abordou esse recomeço, cientes da expectativa monumental que os cercava.
A nova voz à frente do Linkin Park é Emily Armstrong, que assumiu o microfone substituindo o lendário Chester Bennington, falecido em 2017. Além dela, a banda deu as boas-vindas ao novo baterista Colin Brittain. O guitarrista Alex Feder também se juntou ao grupo, preenchendo o lugar de Brad Delson nos shows ao vivo por tempo indeterminado. Essa renovação, embora audaciosa, parece ter injetado uma nova energia vital no coração da banda.
O Desafio e a Recompensa da Estrada
Refletindo sobre a dinâmica do retorno, Dave Farrell compartilhou com a UnDinamo os desafios enfrentados. “Não apenas com Emily e Colin sendo rostos novos naquele espaço, mas também eu, Mike, e Joe um pouco mais velhos, nós mesmos não fazíamos uma turnê há um bom tempo”, ele explicou. Essa pausa prolongada e a incorporação de novos talentos adicionaram camadas de complexidade à já desafiadora tarefa de uma turnê mundial.
Apesar das “toneladas de pontos de interrogação” que acompanhavam o início da jornada, Farrell expressou um profundo alívio e satisfação com o desenrolar da turnê. “Felizmente, neste ponto, um ano e pouco depois, tudo correu muito bem. Todos permaneceram relativamente saudáveis, tão saudáveis quanto se poderia pedir ou esperar. E os shows têm sido ótimos”, afirmou. O sucesso da turnê não é apenas um testemunho da paixão dos fãs, mas também da resiliência e dedicação dos músicos.
Enfrentando o Risco e a Crítica
O Linkin Park não se esquivou da controvérsia. Após enfrentar grande repercussão negativa pela decisão de reformar a banda após a morte de Chester, Farrell abriu o jogo sobre como ele enxerga essa escolha. “Acho que o risco, se você ampliar a perspectiva, é apenas sentir-se envergonhado ou lançar algo que ninguém gosta ou fazer algo que todos odeiam”, admitiu o baixista. No entanto, essa apreensão não os paralisou.
A decisão de seguir em frente sem sua figura central, Chester, trouxe a Farrell muitas noites sem dormir. Mas, superando as dúvidas, ele encontrou uma filosofia inabalável. “Espero que, se eu estiver sendo eu mesmo e se eu estiver sendo – ‘corajoso’ não é a palavra certa, mas se eu estiver sendo eu mesmo e sendo de certa forma direto como músico ou como artista, a noção de que alguém pode não gostar nunca deveria ser uma razão para não lançar algo ou fazer algo novo daqui para frente”, ponderou Farrell. Essa mentalidade de autenticidade e perseverança artística é o pilar que sustentou a banda nesse novo capítulo.
O primeiro vislumbre da nova formação do Linkin Park foi em setembro de 2024, quando a banda se apresentou publicamente com seus novos membros. Para solidificar ainda mais essa nova fase, eles lançaram um álbum altamente elogiado, “From Zero”, em 14 de novembro do mesmo ano. O disco não apenas marcou o retorno fonográfico, mas também demonstrou a capacidade da banda de inovar e manter sua relevância musical.
O retorno do Linkin Park com Emily Armstrong e Colin Brittain não é apenas uma sequência de shows; é uma declaração de que a música e a mensagem da banda transcendem as perdas e os desafios. Com uma turnê mundial bem-sucedida e um álbum aclamado, o Linkin Park está, sem dúvida, reconquistando o coração de seus fãs e escrevendo um novo e emocionante capítulo em sua já lendária história. A banda não apenas voltou, mas voltou com força, provando que a arte pode florescer mesmo diante da adversidade.







