Em uma entrevista recente ao Loudwire Nights, Bruce Dickinson, o icônico vocalista do Iron Maiden, refletiu sobre sua extensa e diversificada carreira solo. A conversa revelou não apenas uma surpreendente apreciação por seu próprio trabalho, mas também lançou luz sobre seus projetos futuros, incluindo um novo álbum e uma turnê aguardada pelos fãs.
Um olhar nostálgico para a trajetória solo
Ao ser questionado sobre eventuais arrependimentos em relação aos seus álbuns solo, Dickinson respondeu com uma convicção surpreendente: “Absolutamente não!”. Ele confessou ter se surpreendido positivamente ao revisitar seu catálogo, admitindo: “Às vezes, fico chocado com a qualidade de algumas dessas músicas. Não que eu tenha pretendido que fosse ruim, mas me surpreendo com o quão boas algumas delas ficaram. Estou me gabando, mas honestamente, fico tipo, ‘uau’. E eu amo isso porque eu nunca escutava minhas coisas antigas. Estou sempre pensando no que está acontecendo a seguir”.
O renascimento de “Balls to Picasso”
Parte desse processo de revisitação se deu pela recente atualização completa de seu segundo álbum, *Balls to Picasso*, que resultou em *More Balls to Picasso*. Dickinson demonstrou grande entusiasmo com o resultado, destacando a melhoria significativa em cada faixa: “A primeira música, ‘Cyclops’, é 200% melhor que a original. A original era legal, mas essa nova simplesmente te rasga a cara. É maligna e sombria”. Ele descreve a nova versão como maior, melhor, mais emocional e pesada, com uma nitidez e clareza aprimoradas.
A imortalidade de uma lenda e os desafios da longevidade
A entrevista também abordou a percepção de Dickinson como uma “lenda” do rock. Sua resposta foi uma mistura de humildade e autoconsciência: “Oh, uau, uma lenda. Eu sempre quis ser uma lenda… Prove isso. É ótimo, mas eu simplesmente me afasto do peso da responsabilidade. Então eu tenho que sair e ser legendário todos os dias? Eu acordo de manhã e olho para mim mesmo e digo: ‘Você simplesmente não é, cara’. Mas me coloque naquele palco, e eu tentarei realizar seus desejos lendários mais profundos e sombrios.”
A próxima turnê e as surpresas para os fãs
Dickinson expressou entusiasmo especial por sua próxima turnê solo, prometendo aos fãs uma experiência única: “Faz anos que eu não toco uma música do Maiden em um show solo… Vai ser uma das músicas que eu escrevi.” Essa revelação gerou ainda mais expectativa em torno dos shows.
Bruce Dickinson: O futuro reserva novos trabalhos e parcerias
Para finalizar a entrevista, Dickinson deu algumas dicas sobre os seus próximos projetos. Ele mencionou um futuro agitado, com planos que irão entusiasmar os fãs norte-americanos, embora tenha se mantido discreto, provavelmente a pedido de seu empresário. Falou também sobre a turnê do Iron Maiden, com shows memoráveis na Europa e planos de expandir para novas regiões em 2026. A cereja do bolo foi a revelação sobre a produção de um novo álbum solo: “Em abril deste ano, passei basicamente o mês inteiro em estúdios de demonstração em Los Angeles com a banda. Fizemos demos, acho que chegamos a cerca de 18 músicas demonstradas como potenciais faixas para o novo álbum. Começamos com 66, então isso não é ruim.“
O legado de um ícone do Metal
A trajetória de Bruce Dickinson, tanto no Iron Maiden quanto na sua carreira solo, é um exemplo brilhante de perseverança e inovação na cena do heavy metal. Sua capacidade de se reinventar e manter a excelência ao longo de décadas o consagra como um dos maiores nomes do gênero. Sua honestidade e autodepreciação, demonstradas na entrevista, tornam a figura ainda mais admirável, humanizando um artista de proporções míticas. Para os fãs ansiosos por novidades, a espera promete valer a pena. A combinação de um novo álbum solo e uma turnê com participações especiais é a garantia de mais momentos memoráveis, reafirmando o lugar incontestável de Bruce Dickinson na história do rock.
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