Conhecido mundialmente como o carismático frontman do Metallica, James Hetfield é uma figura lendária do thrash metal, ícone da guitarra e, mais recentemente, um nome em ascensão no universo dos charutos. No entanto, uma faceta menos conhecida, mas igualmente fascinante, vem à tona: Hetfield é um entusiasta observador de pássaros, revelando um lado surpreendentemente conectado à natureza.
Em um episódio recente de “The Metallica Report”, Hetfield compartilhou detalhes sobre seu passatempo inusitado. Longe dos palcos e dos riffs estrondosos, ele encontra paz e inspiração em seu próprio quintal, transformado em um verdadeiro santuário para a vida selvagem. “Eu amo todos os animais”, declarou Hetfield, em tom de brincadeira, antes de corrigir: “Não! Eu amo as feras deste planeta, elas são tão legais.”
Um Refúgio Alado no Quintal de James Hetfield
A paixão de James Hetfield pela ornitologia não é casual. Ele descreve seus momentos de lazer como um ritual: “No meu tempo livre, sou obcecado em fumar um charuto na varanda e tenho provavelmente uns seis comedouros de pássaros. Conheço todos os pássaros que vêm aqui e tenho meu pequeno aplicativo que tem sons de pássaros. Posso ver quais são, e eu o puxo para cima e falo com eles e tudo mais. Eu amo isso, amo.”
Apesar do idílio, a natureza selvagem de sua casa no Colorado também apresenta seus desafios. “Até que os ursos saiam da hibernação no Colorado e venham destruir todos os meus comedouros de pássaros”, ele adiciona com um toque de humor, ilustrando a realidade de coexistir com a fauna local. Esse contraste entre a tranquilidade da observação e a intervenção da vida selvagem adiciona uma camada autêntica à sua experiência.
Lições da Vida Selvagem: A Filosofia de James Hetfield
A admiração de James Hetfield pelos animais vai além da simples observação; é uma fonte de reflexão filosófica. Ele mora em um lugar onde está constantemente cercado por animais, e essa proximidade o leva a ponderar sobre suas vidas instintivas. “Admiro o lobo, admiro a águia, admiro o búfalo, admiro o alce”, ele lista, mostrando um profundo respeito pela resiliência e propósito da vida selvagem.
Para o músico, há uma pureza na existência animal que serve de contraponto à complexidade humana. “Gosto de pensar que os humanos foram tão distraídos pelo clamor mundano que esquecemos a sobrevivência”, reflete James Hetfield. Ele visualiza os animais acordando com um propósito claro: encontrar comida. “Eles saem e procuram comida, e esse é o seu propósito para o dia. Eles não precisam se preocupar com todas as outras besteiras.”
Essa perspectiva o ajuda a cultivar uma profunda gratidão. “No final do dia, ser grato pelo fato de que tive comida, é tudo o que preciso para hoje”, conclui, oferecendo uma visão simplificada e poderosa sobre a essência da existência. A capacidade de Hetfield de encontrar tal serenidade e sabedoria na observação de pássaros e outros animais revela uma profundidade inesperada em uma das maiores estrelas do rock. Seu hobby não é apenas um passatempo, mas uma forma de se reconectar com o essencial e encontrar equilíbrio em um mundo muitas vezes caótico.







