Andrew Ridgeley: A História Por Trás do Fenômeno Wham!
Andrew Ridgeley: A História Por Trás do Fenômeno Wham!

Andrew Ridgeley: A História Por Trás do Fenômeno Wham!

Que honra recebermos Andrew Ridgeley em nosso espaço! A visita, aliás, foi duplamente especial, já que ele estava prestes a receber o Anglo-American Cultural Award da St. George’s Society de Nova York. Um reconhecimento merecido para um artista que marcou uma geração.

Ao celebrar este momento, inevitavelmente voltamos ao início de tudo: o lendário grupo Wham!. A banda surgiu oficialmente em 1981, mas a semente foi plantada antes, em uma banda escolar que, segundo Ridgeley, “implodiu sob o peso de seu talento”.

Do Início Amador ao Sucesso Estrondoso

Essa banda anterior se chamava The Executive. Começaram com cinco membros, chegaram a ser sete ou oito, e depois encolheram para quatro, durando apenas seis semanas. Foi então que a parceria definitiva se solidificou.

Com o fim da formação anterior, sobrou apenas Andrew e George Michael. Eles decidiram seguir em frente, talvez sem um plano totalmente traçado, apenas “se virando”.

Mas de onde veio o nome Wham!? A resposta é mais orgânica do que se imagina. Estava ligado à primeira música de sucesso: “Wham Rap!”. Eles seguiram com “Young Guns”, “Bad Boys” e, claro, o icônico “Club Tropicana”.

Andrew Ridgeley: A História Por Trás do Fenômeno Wham!

O nome em si surgiu em uma noite de diversão no clube. Andrew, Shirlie (que também fazia parte do círculo inicial) e George estavam dançando. Influenciado pelo recém-lançado Sugarhill Gang, Andrew começou a improvisar, cantando e rimando:

Wham, bam, I am the man”. Era a energia da juventude, uma frase gritada na pista de dança que acabou definindo a banda.

O Legado e o Fim Necessário

A conversa inevitavelmente passou pela ascensão meteórica do Wham! em arenas e estádios. O entrevistador relembrou o momento em que Ridgeley incentivou George a seguir em frente, percebendo que o talento do parceiro pedia um palco maior.

Andrew foi honesto sobre suas aspirações: “Eu queria estar em uma banda, e era isso. E eu queria estar em uma banda com ele”. Sua missão foi cumprida com maestria, tendo escolhido o que ele considera “o melhor cantor e compositor do mundo na época”.

As gravações iniciais eram pura ingenuidade. Andrew descreveu o começo como “tão amador”. Usavam um gravador de quatro faixas a cassete, que custou uma ninharia na época, e tudo era feito na sala de estar da mãe de Andrew.

O material de arquivo da mãe de Andrew é tocante. Ela compilou 50 álbuns de recortes ao longo dos anos, um testemunho do amor incondicional. Um detalhe divertido foi revelado: a origem do título “Wake Me Up Before You Go-Go”.

Com o contrato ruim, eles ainda moravam em casa. Andrew cometeu um erro na letra: escreveu “Wake me up up before you go”. Para corrigir, ele adicionou outro “go”, resultando em “Wake me up before you go go”. George, o gênio, viu o bilhete colado na porta e transformou o erro divertido no título de um sucesso global.

A Magia de “Last Christmas”

E como nasceu “Last Christmas”? Foi em um domingo chuvoso, enquanto o futebol passava na TV. George subiu para o quarto com seu pequeno gravador e retornou com o esqueleto da música.

O tema principal, o teclado e o refrão já estavam lá. Andrew soube na hora que era algo especial. A música foi escrita para ser um sucesso de Natal, o “cereja do bolo” após um ano incrível para o Wham! em 1984.

Embora George não tenha vivido para ver o feito, a música finalmente alcançou o número um no Reino Unido 39 anos depois. Uma homenagem póstuma que comprova o impacto eterno de sua arte.

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