15 Dicas Essenciais para Compor Música: Meu Guia Prático
15 Dicas Essenciais para Compor Música: Meu Guia Prático

15 Dicas Essenciais para Compor Música: Meu Guia Prático

Sempre me questionei se a capacidade de compor música era um dom nato ou algo que se podia aprender. Vi pessoas que, desde crianças, pareciam ter uma conexão natural com o piano, criando melodias e acordes com facilidade. Eu, confesso, não fui uma dessas crianças. Minha jornada para me tornar um compositor foi, no início, repleta de desafios e frustrações.

Contudo, o que aprendi ao longo do caminho é que, com a mentalidade certa e um bom plano de ação, qualquer um de nós pode se tornar um compositor competente e eficiente, independentemente do talento inato. Por isso, reuni 15 dicas valiosas que, acredito, serão úteis para qualquer um que queira compor música hoje, não importa o gênero ou o instrumento.

1. Pratique a Composição Como uma Habilidade

Muitos de nós tendemos a romantizar a ideia de que a inspiração simplesmente ‘bate’. No entanto, aprendi que compor música é, antes de tudo, uma habilidade. E como toda habilidade, quanto mais a praticamos, melhor nos tornamos. Minhas primeiras tentativas eram as mais desajeitadas, mas com cada nova canção, o processo se tornou mais suave, mais rápido, e eu comecei a resolver problemas com maior facilidade, diminuindo a frustração.

2. Grave e Produza Sua Própria Música

Uma das coisas mais transformadoras que fiz como músico foi começar a gravar e produzir minhas próprias ideias. Mesmo que seja de forma mínima, usando apenas o celular ou um software básico, o ato de gravar nos permite ouvir como as camadas de instrumentos interagem. Quando estamos tocando, é difícil ativar a parte do cérebro que escuta criticamente. Gravar e ouvir de volta é essencial. Além disso, comecei a construir um ‘caderno de esboços’ de áudio, com melodias e progressões que antes eram apenas pensamentos, mas agora são fragmentos musicais tangíveis para futuras composições.

3. Não Se Preocupe Com Faixas Incompletas

Eu costumava me frustrar com a quantidade de músicas inacabadas em meus arquivos. Mas hoje, encaro isso de outra forma: são milhares de ‘minicanções’! Quem se importa se a faixa inteira ainda não está pronta? Você já fez música mil vezes, e isso é algo para se orgulhar. Cada um desses fragmentos pode se tornar uma música completa; basta redirecionarmos nossa atenção e ‘ressuscitá-los’ do passado. Portanto, músicas incompletas agora não significam que serão incompletas para sempre.

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4. Force-se a Terminar uma Faixa

Apesar do que disse sobre faixas incompletas, acredito que é crucial, de tempos em tempos, forçar-nos a terminar uma música. Considero isso um ‘instantâneo’ das nossas habilidades, um marco. Pode ser uma vez por ano, ou mais frequentemente, dependendo do nosso ritmo. Terminar uma faixa, mesmo que não seja perfeita, nos dá uma sensação de conclusão que motiva a tentar novamente. Minha dica para a primeira faixa finalizada é: mantenha a simplicidade. Não precisa ser uma obra-prima orquestral, apenas algo simples com letra e acordes.

5. Analise Profundamente Suas Músicas Favoritas

Para mim, aprender a compor música também significa ser um ouvinte atento. Pegue uma música que você ama e ouça-a repetidamente, focando em elementos específicos: primeiro apenas a bateria, depois o baixo, em seguida os efeitos vocais. Mergulhe fundo nas produções que você mais admira. Tente identificar o que as torna únicas e, sim, tente encontrar falhas. Será que uma seção é muito longa? Há algo mal mixado? A capacidade de criticar até mesmo nossa música favorita mostra que temos um gosto apurado.

6. Critique Profundamente Sua Própria Música

Assim como critico minhas músicas favoritas, também me esforço para criticar minhas próprias criações. Quando ouço minhas faixas, frequentemente encontro algo que não me agrada, e isso é um sinal para ir lá e corrigir. Não quero fazer música que eu odeie ouvir! É uma habilidade valiosa ser capaz de criticar nosso trabalho sem cair na autodepreciação. Se não corrigimos, acabaremos diminuindo o volume em certas seções toda vez que a ouvirmos, e isso não é o que queremos.

7. Conheça Seus Gostos e Sua Unicidade

Entender nossos próprios gostos e como eles se diferenciam do mainstream, ou dos nossos pares, é um passo crucial para compor música com propósito. Se você adora um estilo musical muito particular, digamos, algo super experimental, e espera que todos o amem, pode se frustrar. É como preparar um prato extremamente apimentado para todos os seus amigos que não apreciam pimenta. Ser consciente dessas diferenças nos poupa muito estresse e nos ajuda a direcionar nossa arte para o público certo, ou simplesmente a criar para nós mesmos sem expectativas externas.

8. Encontre Feedback Confiável

Críticas construtivas são um tesouro raro. Se pedirmos a amigos ou familiares, podemos receber apenas um ‘muito bom, querido’. Em fóruns online, corremos o risco de encontrar apenas haters ou pessoas inseguras. Por isso, eu valorizo muito ter um confidente de confiança, alguém que possa criticar minha música honestamente, e eu saiba que essa crítica não vem de um lugar de insegurança, mas sim de uma percepção genuína sobre o que eles ouviram e sentiram.

9. Remova o Ego da Canção

Muitas vezes, a música ‘pede’ algo específico, e não o que nosso ego quer exibir. Já vi músicas incríveis serem arruinadas porque um solo de guitarra ‘destruidor’ foi inserido quando o que a canção realmente pedia era algo mais lento e emocional. É essencial fazer o que a música precisa. No entanto, há momentos em que o ego é bem-vindo: se você é um virtuose, queremos ver sua maestria! É um equilíbrio: saber quando recuar e servir a música, e quando deixar sua individualidade brilhar intensamente.

10. Aprenda Teoria Musical Básica

Não estou falando para se tornar um erudito, mas sim para aprender os fundamentos da teoria musical que são relevantes para você. Não é preciso saber leitura à primeira vista se isso não se aplica ao seu contexto, mas saber comunicar ideias básicas – qual nota está sendo cantada, onde ela está no teclado ou na guitarra – é transformador. Isso não só nos torna mais criativos, pois novos conceitos se incorporam ao nosso ‘caldo composicional’, mas também acelera a comunicação e nos ajuda a resolver problemas rapidamente quando algo não soa bem.

11. Entenda o Papel de Outros Instrumentos

Se somos guitarristas e apenas escrevemos acordes e letras, mas não sabemos nada sobre bateria, estamos entregando total controle rítmico ao baterista. Isso pode ser ótimo se confiamos nele cegamente, mas ter uma compreensão básica de outros instrumentos, como o piano ou a bateria, nos permite expressar uma visão mais completa. Podemos pedir um ritmo específico (em half-time, com swing, etc.) ou sugerir como um acorde de piano pode ser tocado. Ter essa visão abrangente nos ajuda a traduzir a música que temos em mente para a realidade.

12. Colabore com Outros Músicos

É incrível o que podemos fazer sozinhos com a tecnologia atual – criar violinos virtuais, baterias, até vocais com IA. No entanto, em muitos gêneros, nada substitui um baterista ou pianista ao vivo e talentoso. A experiência deles adiciona uma camada de brilho e energia que é difícil de replicar com plugins. Eles sabem como construir transições, adicionar o fill certo para dar energia ao refrão, ou como suavizar. A colaboração enriquece a música de maneiras que não conseguiríamos sozinhos.

13. Abrace a Tecnologia e Evite o Puritanismo Musical

Este é um ponto que sempre me causa alguma controvérsia, mas no qual acredito firmemente: em um esforço criativo como a música, não devemos limitar nossas opções. Dizer ‘não vou usar correção de afinação’, ‘não vou usar quantização’ ou ‘só uso instrumentos reais’ é, a meu ver, limitar o potencial criativo. Os grandes artistas sempre utilizaram novas tecnologias para aprimorar suas criações. A tecnologia nos poupa tempo e dinheiro, permitindo-nos focar na arte. Não há nada de ‘menos autêntico’ em usar um plugin de reverb em vez de alugar uma câmara de reverberação inteira.

14. Busque Inspiração

Acredito que tudo o que criamos é, em grande parte, resultado do que consumimos. Se não estamos nos nutrindo com novas experiências ou novas obras de arte, é natural que nossa própria produção estagne. É fácil cair na rotina. Minha recomendação é mudar o cenário: assista a um filme diferente, visite um lugar novo, converse com pessoas de outros círculos. Pessoalmente, descubro muita inspiração ao visitar exposições de arte visual. Mesmo não sendo um artista visual, o contato com essa criatividade sempre me impulsiona a voltar para casa e compor música.

15. Componha Música Para Você

Portando na hora de compor lembre, que nem toda música que escrevemos precisa ser um sucesso de rádio ou amada por todos. É absolutamente normal e saudável fazer música simplesmente para nós mesmos. Para mim, a diversão de fazer música, até mesmo músicas ‘bobas’ e descompromissadas, é imensa. É uma maneira de nos conectarmos com as pessoas, de aprimorarmos nossas habilidades – podemos experimentar novas técnicas de produção e composição sem a pressão de expectativas comerciais. No fim das contas, estamos apenas organizando ruídos; não precisamos levar isso tão a sério. Divirta-se e deixe a criatividade fluir!

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